A aprovação tem um preço, você está preparado para pagar por ele?

O esforço “mais ou menos” não será suficiente. Estudar quando “tem vontade” não te levará lá. No meio do caminho você vai se deparar com a autossabotagem, com imprevistos, pausas temporárias e tantos outros fatores.

O cronograma não vai ser cumprido como previsto, a aprovação não vai chegar no tempo esperado, a prova daquele concurso em que você foi bem pode ser anulada, a data pode ser alterada em cima da hora, o preço da passagem vai estar nas alturas (trocadilho infame!), vão colidir datas de provas (de primeira ou segunda fase ou oral), você pode ficar doente na semana anterior.

Fazemos o nosso melhor, planejamos, mas muitas coisas estão fora de nosso controle. E quanto a isso há muito pouco ou nada a se fazer. E nem tudo será justo: questões que deveriam ser anuladas, gastos que não serão ressarcidos em caso de cancelamento do certame, demora na nomeação (mesmo você tendo sido classificado dentro das vagas), reprovação por uma questão na objetiva ou por décimos na subjetiva (e na oral)… enfim.

No decorrer da minha caminhada na vida de estudos e de concursos (que é longa), notei que o  ponto em comum entre os aprovados é a persistência (lá vem, esse papo de auto-ajuda). Só analisamos a “grama verde” de quem chegou lá, mas não sabemos as dificuldades que eles enfrentaram. Não há caminho fácil, seja no concurso ou no âmbito profissional.

Por isso devem ser sopesados os prós e os contras, do que se abre mão ao se optar pelo concurso público, em detrimento de uma carreira no âmbito privado ou mesmo acadêmico. Como diz uma canção de Raul Seixas: “há tantos caminhos, tantas portas, Pedro, mas somente um tem coração”.